PAPO DE VENDEDOR | EPISÓDIO #329

Venda Técnica na Indústria: Como Criar um Processo que Gera Previsibilidade

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Quando a venda técnica deixa de ser “talento” e vira processo

Na indústria, vender nunca foi simples. Ciclos longos, múltiplos decisores, visitas presenciais, concorrência agressiva e pressão constante por resultado fazem parte da rotina. Ainda assim, muitos representantes industriais continuam apostando apenas na experiência, no feeling e no relacionamento histórico.

Foi justamente esse modelo que começou a falhar para o nosso convidado.

Depois de anos atuando em venda técnica B2B, visitando clientes, negociando projetos complexos e lidando com ciclos imprevisíveis, Mosart Ferrari, Consultor Comercial, percebeu algo incômodo: os resultados até vinham, mas não eram consistentes. Alguns meses excelentes, outros frustrantes — sem clareza real do porquê.

“Tinha coisa que dava certo, mas era por acaso. Quando dava errado, eu não sabia exatamente onde tinha errado.”

Essa virada de chave marcou o início da construção de um processo de venda técnica na indústria — aquele que não depende apenas do talento individual, mas que gera previsibilidade, escala e controle.

O maior erro da venda técnica: confiar só na experiência

Um dos pontos mais fortes trazidos no episódio é a falsa segurança do “já faço isso há anos”.

Na venda industrial, a experiência é valiosa, mas pode se tornar uma armadilha quando não é organizada em método. Mosart relata que cometeu, repetidas vezes, erros clássicos no campo:

  • Abordagens mal calibradas logo na primeira conversa

  • Pitch técnico demais para quem ainda não estava no momento certo

  • Falta de clareza sobre quem realmente decidia

  • Visitas improdutivas por ausência de um ICP bem definido

“Eu perdi muito tempo com gente que nunca ia comprar de mim. Isso não é esforço, é desperdício.”

Sem um processo claro, o vendedor fica refém do improviso — e improviso não gera previsibilidade.

ICP industrial: o ponto de partida da previsibilidade

Toda venda técnica previsível começa com uma definição clara de Perfil de Cliente Ideal (ICP). No episódio, isso aparece como um divisor de águas.

Antes, o foco era “visitar o máximo possível”. Depois, passou a ser “visitar quem realmente faz sentido”.

“Quando eu defini o meu ICP com clareza, tudo mudou. Agenda, discurso, foco e até o tipo de conversa.”

Na prática, isso significou:

  • Reduzir visitas que não evoluíam

  • Aumentar a taxa de conversão

  • Ter mais clareza sobre prioridades no funil

  • Direcionar energia para contas com real potencial

Na venda técnica na indústria, menos visitas erradas significam mais tempo para vendas certas.

Pitch técnico errado fecha portas rapidamente

No campo, o erro não dá segunda chance.

Mosart compartilha uma situação emblemática: uma visita em que percebeu, em poucos minutos, que havia “matado” a própria abordagem.

“A forma como eu me apresentei matou a minha abordagem. Foi um erro de amador.”

O problema não era o produto, nem o preço. Era o pitch desalinhado ao momento do cliente.

A venda técnica exige leitura rápida:

  • Quem é esse cliente?

  • Em que estágio ele está?

  • Ele quer visão estratégica ou detalhe técnico agora?

Um processo bem construído ajuda o vendedor a saber o que falar, quando falar e como falar, reduzindo ansiedade e aumentando autoridade.

Da intuição à intencionalidade: o salto de maturidade

Outro ponto recorrente no episódio é a transição do modo instintivo para o modo estratégico.

Antes, algumas coisas funcionavam “no feeling”. Depois da organização do processo, tudo passou a ter intenção clara.

“Antes dava certo por casualidade. Depois, eu sabia exatamente por que estava dando certo.”

Essa intencionalidade aparece em:

A venda técnica deixa de ser arte isolada e passa a ser execução disciplinada.

Previsibilidade não é sorte, é consequência

Um dos maiores ganhos relatados foi a sensação de controle.

Ao estruturar o processo, o vendedor passa a enxergar:

  • Onde estão as oportunidades reais

  • Quais negócios têm chance de avançar

  • Onde está perdendo tempo

  • Como priorizar melhor o esforço comercial

“Você para de apagar incêndio e começa a entender o seu próprio pipeline.”

Na indústria, onde ciclos são longos e decisões são complexas, previsibilidade é vantagem competitiva.

Relacionamento continua sendo essencial — mas com método

Um ponto importante: processo não substitui relacionamento. Ele potencializa.

Mosart Ferrari reforça que a venda técnica continua sendo feita por pessoas, mas agora com clareza de papel, timing e abordagem.

“Relacionamento sem estratégia vira conversa. Estratégia sem relacionamento não vende.”

O equilíbrio entre os dois é o que sustenta crescimento no longo prazo.

O que separa quem cresce de quem vive no improviso

Ao final do episódio, fica claro que o maior diferencial não é produto, preço ou discurso técnico. É processo.

Quem estrutura a venda técnica:

  • Aprende mais rápido

  • Erra menos

  • Aproveita melhor o tempo

  • Cria previsibilidade

  • Vende com mais confiança

Quem não estrutura, continua dependendo da sorte, da agenda cheia e da experiência acumulada “na marra”.

Na venda técnica na indústria, previsibilidade não é luxo — é sobrevivência.

Se você atua como representante industrial, vendedor técnico ou gestor comercial, a pergunta não é mais se precisa de processo, mas quando vai parar de depender do improviso para vender.

Técnica Aplicada que Gerou R$ 50 mil em Um Único Negócio

Um dos momentos mais fortes do episódio acontece quando Mosart relata, de forma direta, o impacto imediato do que aprendeu no PASV. Segundo ele, uma técnica apresentada durante uma mentoria — ligada à abordagem e qualificação antes do envio de orçamento — gerou um resultado concreto já no dia seguinte.

“Foi uma técnica de venda que eu vi numa mentoria do PASV… ali foi uns 50 mil que eu consegui trazer pra empresa, assim, no outro dia.”

O cenário era clássico da venda técnica industrial: o comprador pedia orçamento repetidas vezes, comparava propostas e pressionava por preço. Em vez de cair na armadilha de enviar mais um orçamento sem contexto, Mosart aplicou exatamente o que aprendeu no PASV: criar uma janela de investimento, assumir o controle da conversa e condicionar o avanço à etapa de diagnóstico.

“Eu não vou mandar orçamento. O que você está procurando custa para investir entre X e Y. Pra eu ter certeza, preciso trazer a peça pra empresa, fazer um diagnóstico, e aí sim avançar.”

O resultado foi contraintuitivo — e poderoso. Mesmo sem confirmação imediata, dois meses depois a peça chegou na empresa, enviada pelo próprio cliente. A partir daí, o orçamento foi fechado na faixa de quase R$ 50 mil, validando a técnica aprendida no programa.

Além do ganho financeiro pontual, Mosart reforça que o PASV trouxe algo ainda mais relevante: confiança para sustentar o processo, mesmo diante de questionamentos como “por que está tão caro?” ou “outros já mandaram orçamento”.

“Isso é muito comum acontecer na abordagem. Passar um intervalo, segurar a ansiedade, não apostar no chute de preço.”

Outro resultado direto do PASV aparece na evolução profissional e financeira. Ainda no primeiro mês após o programa, ele relata uma mudança clara de patamar na carreira.

“Hoje, com a transição de carreira, o salário dobrou. Fora bonificação, metas ou comissões.”

Segundo ele, esse crescimento veio porque a liderança percebeu algo além do resultado imediato: postura de aprendizado, método e evolução contínua, pilares centrais do PASV.

“Os diretores viram que eu estava buscando evolução, estudando, querendo fazer o negócio acontecer.”

O depoimento deixa claro que o PASV não entrega apenas técnicas isoladas, mas estrutura mental, processo comercial e segurança emocional para vendas complexas e de alto ticket. O resultado é menos improviso, mais controle da conversa e decisões comerciais mais maduras — exatamente o que diferencia vendedores comuns de super vendedores.

Aproveite e confira também “Venda Externa: O Que um Representante Industrial Precisa Fazer para Vender Mais“, com a participação de Rafael Perez, Vendedor Técnico e também aluno do PASV.

 

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Conheça o convidado(a)

Mosart Ferrari
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