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Marcelo Rodrigues não aprendeu atendimento em teoria. Ele aprendeu na linha de frente.

Antes de se tornar especialista em atendimento ao cliente e sócio da WR2 Comunicação, Marcelo atuou em ambientes onde cada interação com o cliente definia o resultado do negócio — do varejo a operações de serviço, passando por projetos de comunicação estratégica focados em experiência do cliente.

Ao longo da carreira, ele percebeu algo que muitos vendedores ignoram:

O cliente não compra só o produto. Ele compra como foi tratado.

E é exatamente por isso que times cheios de técnica, pitch e processo ainda perdem vendas todos os dias. Não por preço. Não por concorrência. Mas por atendimento ruim disfarçado de eficiência.

O que Marcelo Rodrigues aprendeu liderando operações na Unidas

Antes de se tornar referência em atendimento e comunicação, Marcelo Rodrigues viveu o lado mais sensível da experiência do cliente como Head de Operações na Unidas, uma empresa onde o atendimento não é suporte — é parte central do produto.

Na prática, ele lidava diariamente com:

  • Clientes sob pressão (viagens, prazos, problemas inesperados)

  • Times grandes, distribuídos e operacionais

  • Processos que precisavam funcionar no mundo real, não no PowerPoint

Foi ali que Marcelo consolidou uma visão clara:

“Quando a operação falha, o atendimento vira o último amortecedor da marca.”

Na Unidas, ele entendeu que não existe venda sustentada sem experiência bem executada, porque qualquer ruído operacional cai direto no colo de quem atende o cliente — e é ali que a confiança se perde ou se fortalece.

Atendimento como extensão da operação

Como head de operações, Marcelo percebeu que muitos conflitos com clientes não nasciam do atendimento, mas de:

  • Processos mal desenhados

  • Promessas desalinhadas com a entrega

  • Falta de autonomia para quem está na ponta

Por isso, ele passou a defender algo pouco comum nas empresas:

👉 Atendimento não é departamento. É sistema.

Quando operação, vendas e atendimento falam línguas diferentes, o cliente sente — e reage com desconfiança, objeções e cancelamentos.

A virada de chave: tratar o cliente como parceiro, não como problema

Um dos maiores aprendizados dessa fase foi entender que o cliente difícil, na maioria das vezes, é apenas um cliente mal atendido em algum ponto da jornada.

Na Unidas, Marcelo viu que:

  • Clientes bem informados reclamam menos

  • Clientes ouvidos colaboram mais

  • Clientes respeitados aceitam melhor limites e regras

“O cliente não quer privilégio. Ele quer coerência.”

Esse aprendizado moldou toda a sua visão atual sobre atendimento que vende, mostrando que vender mais não é falar melhor — é organizar melhor a experiência que cerca o cliente.

Atendimento não é gentileza. É estratégia de vendas.

Existe um erro clássico em muitas empresas: tratar atendimento como “educação” ou “simpatia”.

Na prática, atendimento que vende é outra coisa: é leitura de contexto, escuta ativa e saber quando avançar e quando respeitar o tempo do cliente.

Marcelo costuma resumir assim:

“Você pode ter o melhor produto do mercado. Se o cliente se sentir pressionado, ignorado ou desrespeitado, ele não compra — e ainda sai falando mal.”

Atendimento ruim não trava só a venda atual. Ele destrói as próximas.

Cliente sorrir é sinal de confiança — e confiança abre o bolso

Um dos pontos mais fortes trazidos pelo Marcelo é a relação direta entre emoção e decisão de compra.

Clientes compram quando:

  • Se sentem seguros

  • Se sentem ouvidos

  • Percebem interesse genuíno, não apenas intenção de vender

Quando o cliente sorri durante a conversa, dificilmente é pelo preço.
É porque ele sente que:

  • Não está sendo empurrado

  • Não está sendo tratado como número

  • Está falando com alguém que se importa

👉 Sorriso é indicador de confiança.
E confiança é o principal gatilho de fechamento em vendas consultivas.

Onde a maioria dos vendedores erra no atendimento

Segundo Marcelo, os erros mais comuns não são técnicos. São comportamentais:

❌ Atendimento apressado

O vendedor quer “ganhar tempo” e perde a venda.
Cliente percebe pressa como desinteresse.

❌ Falar mais do que ouvir

Vendedor vira apresentador de PowerPoint.
Cliente queria ser entendido, não impressionado.

❌ Tratar objeção como confronto

Objeção não é ataque — é pedido de segurança.

“Quando o vendedor entra em disputa, o cliente entra em defesa.”

Atendimento bom transforma objeção em avanço

Uma das histórias contadas por Marcelo envolve negociações que pareciam perdidas — até o atendimento mudar.

Ao invés de rebater objeções, ele passou a validar o ponto do cliente, mostrar compreensão e só depois avançar.

Resultado?

  • Conversas mais longas

  • Menos tensão

  • Mais fechamento

  • Mais recompra

👉 Atendimento bom não acelera a venda.
Ele remove o atrito que impede a decisão.

Atendimento é o que sustenta a venda no longo prazo

No curto prazo, preço pode até ganhar negócio.
No médio e longo prazo, só experiência sustenta.

Clientes voltam quando:

  • São lembrados

  • São respeitados

  • Sentem coerência entre discurso e prática

Marcelo resume com uma frase simples e poderosa:

“Venda é consequência. Relacionamento é estratégia.”

Quem entende atendimento, vende mais — e sofre menos

Se você é vendedor ou gestor e sente que:

  • O cliente está mais desconfiado

  • A venda está mais difícil

  • O esforço aumentou, mas o resultado não

Talvez o problema não esteja no seu produto.
Nem no seu preço e nem no seu script.

👉 Pode estar no jeito como seu time atende.

Porque no fim das contas, a lógica é simples:

Cliente sorriu.
Confiança nasceu.
Bolso abriu.

Isso não é sorte. É técnica, comportamento e atendimento que vende.

Aproveite e confira também “Técnicas de Atendimento ao Cliente“, com a participação especial de Noara Pozzer.

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Conheça o convidado(a)

Marcelo Rodrigues
Programa de Aceleração - Super Vendedores
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