Tem dias em que o CRM está em silêncio.
O pipeline não anda, o forecast começa a escorregar e, por mais que você revise discurso, proposta e follow-up… nada fecha.
Quando isso acontece, a pergunta não é “qual técnica está faltando?”, mas “o que fazer quando não estamos vendendo?”
É exatamente desse lugar — real, desconfortável e pouco falado — que surgem as conversas conduzidas por Gustavo Gomes, Head of Sales do Agendor CRM, e Júlio Paulillo, Co-founder e CRO do Agendor CRM, no podcast Fora do Forecast.
O Fora do Forecast nasceu da necessidade de olhar para vendas além das métricas, dashboards e previsões. Em um mercado acostumado a consumir webinars, lives e conteúdos cheios de frameworks e táticas, Gustavo e Júlio propõem um movimento diferente: humanizar o universo comercial.
O próprio nome do podcast já entrega a proposta. Sair do forecast tradicional é sair do automático
Convidamos a dupla para mostrar aos seguidores do Papo de Vendedor como hábitos, hobbies, esportes e filosofia de vida podem ser pilares reais de crescimento. Não como modismo, mas como estratégia.
“O resultado em vendas é consequência direta da forma como o vendedor organiza a própria vida.”
Vendedor e produtividade pessoal: por que hábitos importam mais do que técnicas
A produtividade pessoal do vendedor não está ligada apenas à agenda cheia, mas à qualidade das decisões tomadas ao longo do dia. E decisões ruins quase sempre nascem de cansaço, estresse ou falta de clareza mental.
Vendedores que desenvolvem hábitos consistentes:
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Lidam melhor com pressão
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Se recuperam mais rápido de um “não”
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Mantêm disciplina mesmo sem motivação
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Tomam decisões mais racionais em negociações
Isso explica por que falar de vendedor e produtividade pessoal é, na prática, falar de estilo de vida.
Hábitos de vendedores de alta performance: o que eles fazem diferente
Observando vendedores consistentes ao longo dos anos, alguns padrões se repetem:
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Rotinas minimamente estruturadas
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Momentos claros de descanso
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Separação entre identidade pessoal e resultado da venda
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Aprendizado contínuo, mesmo fora do ambiente corporativo
Como foi reforçado no episódio:
“Disciplina não é rigidez. É criar uma estrutura que te proteja nos dias ruins.”
Esses hábitos não eliminam desafios, mas tornam o jogo menos emocional e mais estratégico.
Esportes e vendas: o treino invisível do vendedor
Não é coincidência que muitos grandes vendedores pratiquem esportes. O esporte ensina exatamente o que vendas exige diariamente:
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Constância sem garantia de vitória
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Evolução de longo prazo
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Controle emocional sob pressão
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Capacidade de perder hoje para ganhar amanhã
No esporte, ninguém espera estar motivado todos os dias. Você treina porque faz parte do processo. Em vendas, deveria ser igual.
“Vendas são um esporte de alta performance. Quem não treina fora do jogo sofre dentro dele.”
Aqui, esportes e vendas se conectam como escola de mentalidade.
Equilíbrio vida pessoal e vendas: sem isso, o jogo não fecha
Muitos vendedores acreditam que equilíbrio é perda de ambição. A realidade é o oposto.
Sem equilíbrio entre vida pessoal e vendas, surgem:
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Burnout
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Ansiedade por resultado imediato
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Tomadas de decisão impulsivas
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Queda de performance no médio prazo
Equilíbrio não é trabalhar menos, mas sustentar o ritmo por mais tempo. O vendedor que não sabe desligar nunca performa no auge por muito tempo.
Estoicismo e vendas: controle do que está no seu alcance
O estoicismo aparece como um conceito cada vez mais atual para quem vive sob pressão constante. Em vendas, ele se traduz em uma pergunta simples:
O que está sob meu controle agora?
Você não controla:
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O timing do cliente
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O orçamento aprovado
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A decisão final
Você controla:
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Sua preparação
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Sua postura
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Seu processo
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Sua consistência
“Quando o vendedor entende isso, ele para de sofrer por coisas que não controla e passa a executar melhor.”
Aplicar estoicismo em vendas não é frieza, é maturidade emocional.
O hábito como vantagem competitiva silenciosa
Enquanto muitos vendedores buscam o próximo script milagroso, outros constroem algo muito mais difícil de copiar: uma base sólida de hábitos.
Hobbies que aliviam a mente.
Esportes que fortalecem a disciplina.
Rotinas que protegem a energia.
Mentalidade que separa identidade de resultado.
No fim, vender bem não é apenas convencer alguém. É sustentar alta performance sem se perder no caminho.
Minimalismo: menos coisas, mais foco e mais tempo
Outro ponto central da conversa foi o minimalismo como ferramenta de clareza mental, não como estética ou regra radical.
Minimalismo não é viver sem nada. É viver sem excesso.
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Menos coisas → menos tempo organizando
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Menos acúmulo → menos distração
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Menos ruído → mais foco
“Quando você tem menos roupa, você lava antes. Quando tem demais, deixa acumular.”
A lógica vale para vendas. Funis inflados, atividades inúteis e tarefas sem critério geram a mesma bagunça mental que um armário lotado.
Organizar a vida pessoal reflete diretamente na produtividade do vendedor.
Limites opcionais: a disciplina que nasce da escassez
Um conceito poderoso apresentado foi o de limites opcionais: restrições criadas de forma consciente para forçar melhores decisões.
Exemplos simples:
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Armário pequeno → doação constante
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Espaço limitado → menos acúmulo
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Agenda mais enxuta → foco no essencial
“Quando você cria limites, você se obriga a decidir.”
Em vendas, limites também protegem:
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Limite de contas ativas
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Limite de reuniões improdutivas
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Limite de propostas sem critério
Alta performance nasce da escolha, não do excesso.
Esportes e vendas: resistência é mais importante que explosão
O paralelo entre esporte e vendas apareceu diversas vezes — especialmente com o CrossFit como metáfora.
Diferente de outros esportes, no CrossFit você não sabe qual será a prova final. Você precisa estar preparado para tudo.
“Você sabe qual é a última prova da sua carreira em vendas?”
Essa pergunta resume bem o jogo comercial. Vendas não são sobre um grande mês, mas sobre aguentar o tranco por anos, lidando com “nãos”, pressão e recomeços.
Vendas são um esporte de resistência, não de sprint.
Música, hobbies e trabalho em equipe
Outro insight poderoso veio da música. Muitos vendedores são músicos — e não por acaso.
A música ensina:
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Ritmo coletivo
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Leitura do outro
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Sincronia sem precisar falar
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Antecipação de movimentos
“Uma banda funciona quando todo mundo toca a mesma música, no mesmo ritmo.”
O mesmo vale para equipes comerciais. Quando cada um toca por conta própria, o resultado é ruído. Quando existe harmonia, a performance coletiva sobe.
Rituais, processos e repertório
Fazer café, churrasco, cuidar de um barco, observar o atendimento em um restaurante — tudo isso foi citado como rituais.
E rituais ensinam algo essencial para vendas: processo importa tanto quanto resultado.
“Não é só o café pronto. É moer o grão, sentir o cheiro, respeitar o processo.”
Vendas funcionam da mesma forma. Não existe fechamento sem preparação, sem conversa, sem ritual.
Além disso, hobbies ampliam repertório, algo fundamental para:
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Criar rapport
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Quebrar o gelo
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Humanizar a conversa
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Reduzir defesas do cliente
O cliente confia mais rápido quando se vê no vendedor.
Vendas não são só sobre fechar — são sobre aguentar o jogo
Quem olha apenas para técnicas fecha algumas vendas.
Quem cuida da própria vida constrói uma carreira.
O verdadeiro diferencial competitivo hoje não está no discurso, mas na forma como o vendedor vive, pensa e se prepara todos os dias.
E como bem resume Daniel Mestre:
“O vendedor que evolui como pessoa inevitavelmente vende melhor.”
E quem cuida da própria vida também vende melhor.
Minimalismo, estoicismo, esporte, música e hobbies não são distrações. São fundamentos invisíveis da alta performance em vendas.
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