Fabiola Coser já viu esse filme muitas vezes.
Ao longo da sua trajetória como Especialista em Sales Enablement na IBM, atuando com times comerciais complexos, soluções enterprise e ciclos longos de venda, ela percebeu um padrão inquietante: equipes altamente ocupadas, bem-intencionadas, cheias de reuniões… e ainda assim perdendo vendas diariamente.
Não por falta de vontade.
Não por preguiça.
E, na maioria das vezes, nem por falta de técnica.
A verdade é mais desconfortável: muitos times trabalham muito, mas trabalham mal direcionados. E isso gera um efeito silencioso e constante de perda de vendas em times comerciais, que quase nunca aparece nos relatórios.
O mito do “trabalhar muito” em vendas
Existe uma crença perigosa no mundo comercial:
“Se o time está ocupado, o resultado vai aparecer.”
Na prática, o que Fabiola observa é o oposto. Vendedores passam o dia:
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respondendo mensagens,
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participando de reuniões pouco estratégicas,
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atualizando CRM de forma burocrática,
-
reagindo a demandas urgentes.
O dia termina com a sensação de cansaço extremo — mas sem avanço real no pipeline.
Esse é um dos principais gatilhos da perda de vendas em times comerciais: atividade não é sinônimo de produtividade.
Falta de alinhamento entre marketing, vendas e cliente
Outro ponto crítico levantado pela Fabiola é o desalinhamento entre áreas.
Marketing gera leads. Vendas tenta fechar. O cliente, no meio disso tudo, segue confuso.
Quando não existe clareza sobre:
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perfil de cliente ideal,
-
momento certo de abordagem,
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mensagens consistentes ao longo da jornada,
o vendedor acaba gastando energia com oportunidades que nunca deveriam ter entrado no funil.
Resultado?
Pipeline inflado, taxa de conversão baixa e mais uma venda perdida sem explicação clara.
Enablement não é treinamento pontual
Um erro comum nas empresas é tratar Sales Enablement como evento isolado: um treinamento, uma palestra, um playbook bonito que vira PDF esquecido.
Na visão da Fabiola, enablement é processo contínuo.
É garantir que o vendedor tenha:
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clareza do que fazer em cada etapa,
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ferramentas que ajudam (e não atrapalham),
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mensagens alinhadas ao cliente real,
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feedback constante baseado em dados.
Quando isso não existe, o vendedor improvisa.
E improviso constante é terreno fértil para perda de vendas em times comerciais.
O custo invisível da falta de priorização
Times de vendas raramente perdem negócios por grandes erros.
Eles perdem por pequenas decisões diárias mal feitas:
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abordar no momento errado,
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insistir em oportunidades sem fit,
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fazer follow-ups fracos,
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pular etapas da venda consultiva.
Tudo isso acontece porque ninguém ajudou o time a priorizar o que realmente gera impacto.
Sem direcionamento claro, o vendedor faz o que é mais fácil, não o que é mais eficaz.
Liderança que cobra resultado, mas não constrói processo
Outro ponto sensível: a liderança.
Cobrar meta sem oferecer estrutura emocional, processo e clareza operacional aumenta ansiedade — não performance.
Fabiola reforça que líderes comerciais precisam sair do papel de cobradores e assumir o papel de arquitetos do processo de venda.
Sem isso, o time até se esforça, mas continua perdendo vendas todos os dias.
“O vendedor não precisa ser especialista em ferramenta”
Em um dos trechos mais didáticos, Fabi solta uma analogia simples:
“Você usa Instagram e YouTube todos os dias.
Você fez curso para isso? Não.”
Você aprende usando, e o vendedor deveria ser igual.
Ela conta que, dentro da IBM, o papel do Sales Enablement é tirar o peso da complexidade:
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Integrar Sales Navigator ao CRM
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Reduzir troca de telas
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Automatizar o que não gera valor
O erro comum que ela vê fora:
“Transformar o vendedor em operador de ferramenta.”
Ferramenta boa não exige esforço cognitivo. Ela libera tempo para vender.
Vender mais não é acelerar, é alinhar
Times de vendas não perdem vendas porque trabalham pouco.
Eles perdem porque:
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trabalham sem foco,
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sem processo claro,
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sem enablement contínuo,
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e sem alinhamento com o cliente real.
Reduzir a perda de vendas em times comerciais exige menos heroísmo individual e mais inteligência coletiva.
Como a própria Fabiola defende:
“Quando o sistema funciona, o vendedor performa. Quando o sistema falha, nem o melhor vendedor do mundo salva.”
E talvez essa seja a reflexão mais importante: o problema não está no esforço do time, mas no caminho que ele está seguindo.
Aproveite e confira também “Os 7 HÁBITOS dos Vendedores MAIS BEM-SUCEDIDOS do MUNDO“.
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