A transição de carreira em vendas quase nunca é apenas profissional. Ela é emocional, financeira, familiar e identitária.
No episódio do Papo de Vendedor, Priscila Farias — hoje Aceleradora de Negócios no Grupo VORP, com MBA em Gestão Comercial pela FGV — abriu o jogo sobre como saiu de uma posição extremamente estável, após quase 10 anos na mesma empresa, para recomeçar em uma nova função, ganhando 50% menos, mas muito mais alinhada ao seu propósito.
“O medo não era só mudar de trabalho. Era mexer com estabilidade, com família, com tudo que eu conhecia.”
— Priscila Farias
Este artigo é para você que:
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Pensa em mudar de carreira dentro ou fora de vendas
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Tem medo de errar o timing
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Quer planejamento, não impulso
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Busca crescimento sem romantizar o risco
1-) Planejamento financeiro: o verdadeiro ponto de partida
Antes de qualquer mudança, Priscila foi categórica: o marco zero é o planejamento financeiro.
Ela já tinha organização, investimentos e controle de gastos, mas precisava entender quanto custaria a transição.
“Eu sabia que não sairia para ganhar o mesmo. Então precisei calcular quanto tempo eu conseguiria me sustentar com tranquilidade.”
Esse planejamento envolveu:
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Reserva financeira realista
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Apoio de uma planejadora financeira
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Análise de riscos ignorados no “achismo”
“Quando uma planejadora olha suas finanças, ela enxerga pontos que você não quer ou não consegue ver.”
👉 Lição prática:
Transição sem planejamento financeiro não é coragem. É imprudência.
2-) Mudar de carreira não é mudar de vida de uma vez
Priscila não saiu de vendas para “qualquer coisa”. Ela fez uma transição lateral estratégica.
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Saiu de vendas de medicamentos veterinários
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Migrou para consultoria comercial
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Deixou o sonho de empreender em espera, não descartado
“Hoje eu vejo que se eu tivesse empreendido direto, teria quebrado muita cara.”
A decisão foi entrar em uma empresa em crescimento, aprender com múltiplos mercados e acelerar maturidade profissional.
👉 Insight-chave:
Às vezes, o passo mais inteligente não é empreender agora, mas se preparar melhor para empreender depois.
3-) Mentoria: errar menos acelera mais
Outro pilar decisivo foi buscar mentoria com pessoas que já passaram por esse caminho.
“Mentoria diminui o número de erros. Você não elimina o risco, mas evita burradas óbvias.”
Na mentoria dos Supervendedores, Priscila encontrou:
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Direcionamento estratégico
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Visões externas
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Apoio emocional nos momentos de decisão
“Teve semana que eu mandei áudio chorando, sem saber o que fazer. Ter alguém pra te puxar de volta pro chão faz toda a diferença.”
4-) O choque de realidade: ganhar menos para crescer mais
Um dos momentos mais difíceis foi aceitar a queda de renda.
“Eu fui para ganhar metade do que ganhava antes.”
Mas o raciocínio foi claro:
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Aprendizado acelerado
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Exposição a múltiplos negócios
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Plano de crescimento estruturado
“Em cinco meses, parece que vivi três anos.”
👉 Verdade dura:
Nem toda transição é confortável no curto prazo — mas pode ser extremamente estratégica no médio e longo prazo.
5-) Mentalidade: sem terapia, talvez não tivesse acontecido
A parte mais forte do episódio foi a mentalidade.
Priscila foi direta:
“Fazer transição de carreira sem terapia, eu não consigo nem imaginar como seria.”
O trabalho psicológico ajudou a:
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Lidar com medo
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Controlar ansiedade
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Tirar o foco do futuro incontrolável
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Ancorar decisões no presente
“A transição exige mentalidade no presente. O futuro você não controla.”
6-) Coragem, disciplina e ambição: o tripé da transição
Se existisse uma fórmula, ela teria três pilares:
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Coragem para decidir
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Disciplina para sustentar o plano
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Ambição para saber onde quer chegar
“Mesmo quando eu não sabia como fazer, eu sabia que daria um jeito.”
Essa combinação impediu arrependimentos.
“Desde o primeiro dia, eu não pensei: ‘fiz besteira’. Em nenhum momento.”
Transição de carreira não é fuga, é estratégia
A história da Priscila mostra que transição de carreira em vendas não é desistir, é reposicionar-se com consciência.
Ela planejou.
Pediu ajuda.
Aceitou perder no curto prazo.
Ela se preparou emocionalmente.
E, acima de tudo, agiu alinhada aos próprios valores.
“Quando você está alinhado com o que quer para o futuro, o medo perde espaço.”
Se você está vivendo esse dilema, talvez a pergunta não seja “e se der errado?”, mas sim:
👉 “E se der certo?”
Aproveite e confira o nosso conteúdo sobre “Protagonismo na Carreira: o Caminho real do Vendedor a Head de Vendas“, com a participação de Pepe Monte.
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