Durante muito tempo, ele seguiu o caminho “correto”. Faculdade, carreira no mercado financeiro, salário fixo, estabilidade. Ganhava cerca de R$ 4 mil por mês em uma multinacional e acreditava que aquele era o teto natural da sua trajetória profissional.
Até o dia em que entrou em um evento de vendas com 10 mil pessoas e viu algo que nunca tinha visto antes: profissionais comuns, sem sobrenome famoso ou grandes estruturas, subindo no palco para contar como a carreira em vendas havia transformado completamente suas vidas.
“Foi a primeira vez que eu pensei: eu quero ser como essa pessoa. Nunca tinha sentido isso antes.”
Lucas Battistoni viveu, na prática, o que muitos vendedores desconfiam, mas poucos enxergam com clareza: vendas não têm teto. Quando bem executada, com método, ambiente certo e desenvolvimento contínuo, essa carreira pode levar a patamares financeiros, profissionais e pessoais que outras áreas raramente oferecem.
Ele também trocou a estabilidade e a segurança pela incerteza das vendas porta a porta de perfumes — uma decisão que poucos teriam coragem de tomar. Hoje, Lucas Battistoni é palestrante, investidor, autor de best-seller, TOP 20 iBest na categoria Economia e fundador do Sistema Gigantes. Uma trajetória que prova, na prática, que vendas não têm teto.
O estigma da carreira em vendas (e por que ele não faz sentido)
Por muito tempo, vendas foi vista como um “plano B”. Algo temporário, improvisado ou ligado apenas a talento nato. O próprio convidado reforça isso ao contar que entrou em vendas quase por curiosidade, enquanto mantinha seu emprego formal.
“Eu fazia vendas em paralelo. Renda extra. Nem levava tão a sério no começo.”
O problema é que esse estigma faz muita gente subestimar o potencial da profissão. Diferente de áreas com progressões engessadas, a carreira comercial recompensa performance, aprendizado e execução — não tempo de casa.
E foi justamente quando ele mudou o ambiente, passou a frequentar eventos, treinamentos e conviver com vendedores de alta performance, que sua mentalidade começou a virar.
“Cada evento virava uma chavinha. Começava a fazer mais sentido.”
O evento que mudou tudo: de 15 vendas no ano para 18 em um mês
A história que dá nome a este artigo começa exatamente aqui.
Depois de um ano inteiro conciliando trabalho formal e vendas, o resultado era modesto: 15 vendas em 12 meses. Nada extraordinário. Até que veio o grande evento — aquele com milhares de pessoas, palco, histórias reais e vendedores compartilhando bastidores.
“Quando eu vi aquelas pessoas falando da vida delas, do estilo de vida, do impacto que causavam… eu falei: é isso.”
O impacto foi imediato.
No mês seguinte ao evento, ele fechou 18 vendas — mais do que havia feito no ano inteiro anterior.
“Aquilo foi surreal. Eu acelerei em um mês o que tinha feito em um ano.”
Esse momento marca a virada clássica da carreira em vendas: quando o profissional deixa de “testar” e passa a assumir vendas como profissão.
Quando a comissão supera o salário (e não dá mais para ignorar)
Mesmo ainda empregado, os números começaram a falar mais alto. As comissões cresceram rápido, enquanto o salário fixo permanecia o mesmo.
“No mês seguinte, eu já estava ganhando quatro, cinco vezes mais do que meu salário.”
Foi inevitável. A comparação ficou cruel: de um lado, dez anos de investimento entre faculdade, cursos e carreira corporativa. Do outro, um ano em vendas, rodando eventos, treinamentos e prática constante.
“O que eu faço à noite está me pagando cinco vezes mais do que o emprego onde investi a minha vida inteira.”
Pouco tempo depois, veio a decisão definitiva: pediu demissão.
25 anos, 2012 e 90 mil dólares por mês
Aqui entra o dado que resume, de forma brutal, o poder da carreira em vendas.
Aos 25 anos, no ano de 2012, o convidado chegou a ganhar 90 mil dólares por mês em comissões. Na época, com o dólar próximo de dois reais, isso representava algo completamente fora da curva para alguém que, pouco antes, ganhava R$ 4 mil como analista.
“Era um negócio inacreditável. Parecia jogador de futebol.”
Esse resultado não veio de sorte. Veio de:
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método
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exposição ao ambiente certo
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desenvolvimento constante
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entendimento de que vendas é estilo de vida, não apenas técnica
Vendas como estilo de vida, não só profissão
Um ponto pouco falado — mas muito enfatizado no episódio — é que vender bem muda a forma como você se relaciona com o mundo.
“Você começa a ser mais intencional. Quer causar boa impressão. Quer ser lembrado.”
Vendas passa a influenciar:
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comunicação
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networking
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postura
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leitura de pessoas
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construção de autoridade
Não se trata de manipulação, mas de consciência relacional. O vendedor passa a entender valor, troca, impacto e propósito.
Por que vendas realmente não têm teto
Diferente de carreiras tradicionais, a carreira em vendas não limita ganhos por cargo, idade ou tempo de casa. O teto é definido por:
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capacidade de gerar valor
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habilidade de se comunicar
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disposição para aprender
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ambiente em que você se insere
“Quando eu mudei o ambiente, tudo mudou.”
E é exatamente isso que torna vendas tão poderosa — e, ao mesmo tempo, tão exigente. Não é fácil. Mas é meritocrática como poucas.
Mentalidade Antes da Técnica: O Verdadeiro Jogo das Vendas
Para quem ainda não tem experiência em vendas, o maior erro é achar que tudo começa pela técnica. Segundo o Lucas, 80% do resultado vem da mentalidade: foco, disciplina, autorresponsabilidade e disposição para passar pelo processo — inclusive pelos “nãos”.
A técnica só funciona quando a pessoa aceita repetir. E repetir muito. Não de forma automática, mas com intenção: errar, ajustar, testar de novo e evoluir. Sem uma mentalidade forte, o vendedor nem chega a insistir o suficiente para ficar bom.
A rejeição faz parte da equação. Quem desiste nos primeiros “nãos” acha que não está dando certo, quando na verdade só não entendeu a lógica da taxa de conversão. O foco precisa estar nos “sins” gerados, não na quantidade de negativas no caminho.
No fim, vender bem é sobre volume com consciência. Repetição gera habilidade. E habilidade, com o tempo, aumenta conversão, ticket e resultado.
Como resume o episódio: não é talento — é treino sustentado por mentalidade.
Vendas não prometem, mas entregam para quem leva a sério
A história por trás deste episódio não é sobre dinheiro apenas. É sobre escolha de carreira, mentalidade e coragem para sair do caminho previsível.
Vendas não têm teto.
Mas também não têm atalho.
Para quem aceita aprender, errar, se expor e evoluir, a carreira comercial segue sendo uma das poucas capazes de transformar R$ 4 mil em 90 mil dólares — não como promessa, mas como possibilidade real.
Aproveite e confira também “As Lições de Alfredo Soares: Como Ser um Vendedor Útil, Influente e Relevante“.
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