Por que alguém precisa vender um projeto 110 vezes antes de subir uma montanha?
Antes de pisar no Everest, Tiago Toricelli precisou convencer 110 pessoas a acreditarem em algo que parecia impossível.
Não era um produto simples.
Não era uma proposta óbvia.
Era um projeto arriscado, caro, sem garantias e com alto potencial de fracasso.
Tiago Toricelli, profissional de Marketing e Relações Públicas da Seara, não subiu o Everest por acaso. Ele vendeu a ideia uma centena de vezes antes de dar o primeiro passo rumo à montanha mais alta do mundo.
Depois disso, encarou a chamada Zona da Morte, sobreviveu a um terremoto, enfrentou avalanches, perdeu a visão do olho direito — e seguiu em frente.
Essa não é uma história sobre montanhismo.
É uma aula brutal sobre mentalidade em vendas, disciplina e alta performance.
Se você já pensou em desistir de uma venda, de uma meta agressiva ou de um projeto grande demais… essa história é pra você.
Vendas e Everest têm mais em comum do que você imagina
Em vendas, assim como no Everest, o maior risco não é o ambiente externo.
É a mente.
“O corpo até aguenta mais do que você imagina. O problema é quando a cabeça começa a negociar a desistência”, relata Tiago.
No mundo comercial, isso aparece todos os dias:
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O cliente que pede “pra pensar”
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A meta que parece inalcançável
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O pipeline que esfria
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O trimestre que começa mal
É nesse ponto que muitos vendedores recuam — não porque não conseguem, mas porque param de acreditar.
A Zona da Morte existe nas vendas
No Everest, acima de 8 mil metros, o corpo humano começa a morrer lentamente. O oxigênio é insuficiente. Qualquer erro custa a vida.
Em vendas, a Zona da Morte não é física — é emocional:
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pressão constante
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rejeição acumulada
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cobrança por resultado
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comparações com outros vendedores
“Chega uma hora que a mente cria argumentos muito convincentes pra você parar. E todos parecem racionais”, conta Tiago.
É exatamente aqui que a mentalidade em vendas separa profissionais comuns dos vendedores de alta performance.
Disciplina vence motivação (sempre)
Ninguém escala o Everest motivado o tempo todo.
Ninguém bate meta grande apenas “no gás”.
O que sustenta o progresso é disciplina.
“Não existe espaço pra improviso lá em cima. Você segue o plano, mesmo quando tudo em você quer parar”, diz Tiago.
Em vendas, isso significa:
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Prospectar mesmo sem vontade
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Planejar a semana antes da agenda ser tomada
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Seguir processo quando o emocional pede atalho
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Executar o básico com excelência, todos os dias
Alta performance não nasce do pico de energia.
Nasce da constância silenciosa.
Preparação é invisível — até salvar sua vida
Antes de subir o Everest, Tiago treinou por anos.
O que o público vê é o topo.
O que ninguém vê é a preparação.
“O topo é consequência. O sucesso real acontece muito antes, quando ninguém está olhando.”
Em vendas, isso se traduz em:
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estudo de mercado
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domínio do produto
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entendimento profundo do cliente
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simulações de negociação
Quem parece “naturalmente bom em vendas” geralmente só está melhor preparado.
Vender 110 vezes antes de vencer uma vez
Um dos maiores aprendizados da história de Tiago é simples e desconfortável:
“Ouvir não 109 vezes faz parte do preço pra ouvir um sim que muda tudo.”
Vendas complexas funcionam assim.
Projetos grandes exigem convicção prolongada.
O problema é que muita gente desiste:
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cedo demais
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no primeiro ciclo ruim
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quando o esforço não é imediatamente recompensado
Os melhores vendedores entendem que resiliência não é teimosia — é clareza de propósito.
Quando a mente manda parar, é hora de decidir
No Everest, não existe meio termo.
Ou você sobe, ou você desce.
Em vendas também.
“Teve um momento em que tudo indicava pra voltar. Mas eu precisei decidir quem estava no controle: o medo ou o objetivo.”
Essa decisão acontece todos os dias no comercial:
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você faz a ligação difícil ou adia?
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enfrenta o cliente decisor ou fica no operacional?
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protege sua agenda ou apaga incêndios?
Alta performance é a soma dessas pequenas decisões.
Não é sobre montanhas. É sobre quem você se torna no caminho.
Escalar o Everest não transformou Tiago em alguém especial.
Revelou quem ele precisou se tornar para chegar lá.
Vendas funcionam da mesma forma.
Meta não transforma ninguém.
O processo de buscar a meta, sim.
Se você sente que:
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suas metas são grandes demais
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o mercado está mais difícil
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a pressão aumentou
Talvez você não precise de uma meta menor.
Talvez precise de uma mentalidade maior.
No fim, a pergunta é simples:
Quando sua mente disser “chega”…
quem vai decidir: o medo ou o compromisso?
Porque tanto no Everest quanto nas vendas,
o topo não é para os mais fortes — é para os mais preparados.
Aproveite e confira “Alta Performance: As Lições de Quem Correu 366 Maratonas em 366 Dias“, com a participação do maratonista Hugo Farias, idealizador do Projeto Propósito e recordista de maratonas do Guinness World Records.
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